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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Texto fútil, curto e inútil

Como todo escritor, seja um verdadeiro artista ou um completo medíocre(categoria em que este escriba se coloca), tenho várias ideias que no calor do momento(ou seria mais correto afirmar, no entusiasmo alcoólico em plena madrugada) soam brilhantes, profundas, grandes revelações sobre a patética condição humana, que não resistem a um exame acurado feito à luz do dia por uma mente em ressaca mas lúcida. 
Pois bem, já fiz um sem-fim de anotações, ao fim da madrugada, ou mesmo ao dia claro, sobre acontecimentos que vi ou vivi durante minhas incursões noturnas, anotações que tiveram, submetidas a escrutínio minimamente cuidadoso, o limbo destinado às ideias tolas. Sim, caros leitores, esse escriba possui autocrítica e sanidade, mão mais que uma mancheia de cada, mas as possui e sabe usá-las, como ocorreu recentemente.   
Já algumas semanas ocorreu: primeiros raios de sol despontando no céu e  adentrei minha toca. Ainda sob efeito do álcool, fiz uma anotação agarranchada e incoerente, sob uma situação desagradável vivida poucas horas antes, causada por uma conhecida de anos, que sempre dizia me ter em alta conta. A dada anotação ficou ali, na mesa de meu escritório/estúdio, rolando, aparecendo a minha vista com insistência, como que exigindo atenção, que eu lhe desse um destino, qual fosse. Pois após ler a garatuja algumas vezes, refletir sobre o evento nela resumido e principalmente pensar sobre a moçoila, elaborar e (re)elaborar na minha danificada mente um possível texto, por fim descartei a anotação e a possível postagem nesta tranqueira, por um motivo muito simples, límpido e verdadeiro: a sujeita não merece uma postagem no Noites Cafajestes e Alguns Dias Canalhas. Eu poderia narrar e discorrer sobre sua falta de educação, sobre porque mais uma vez ela mostrou a má fama que angariou nos picos de rock do Centro, já há anos, mas não escreverei nada além disso sobre ela, porque repito, caros leitores, ela não merece. Há pessoas tão medíocres e pouco inspiradoras, que causam reações tão encovadas e mesquinhas nas pessoas que têm a infelicidade de topar com elas, que não merecem nem mesmo uma postagem nesta tranqueira.
Saudações canalhas e cafajestes

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - LXVII

"Cada um tem suas trevas particulares."

Observação feita pelo colaborador mor desta tranqueira, durante uma noitada daquelas. Foi sua tirada sagaz sobre a compulsão de nós dois por determinado tipo de mulher-encrenca(cada um com suas preferências ou perversões, que fique registrado), cujos problemas que elas nos trazem invariavelmente poucos meses depois relembramos entre risadas, em noitadas posteriores. Ou seja: o mais macabro pode e deve, graças à  sabedoria que algum distanciamento temporal traz, ser tratado com humor, ser visto como mais uma minúscula peça da comédia humana. E assim fazemos, portanto, caro leitor, leia essa frase em chave cômica.

Saudações canalhas e cafajestes        

domingo, 1 de janeiro de 2017

O preço de se ter princípios





Significado de paladino, do dicionário Caldas Aulete:
(pa.la.di.no)
sm.
1. Fig. Aquele que defende algo ou alguém com esforço e coragem (paladino da justiça)


Há cerca de duas semanas eu e um companheiro de noitadas, importante colaborador desta tranqueira, nos embrenhamos mais uma vez em nosso antro favorito, no porão em que protagonizamos muitas de nossas mais memoráveis cafajestadas noturnas. 
Pois bem, já há tempos uma bartender abrilhanta um dos bares do antro - justo seria afirmar, aliás, que ela abrilhanta todo o estabelecimento. E nós, claro, desde que reparamos na bela moça, a tratamos com o devido respeito, afinal ela está em horário de trabalho, trabalhando, enquanto nós lá adentramos para nos divertir! mas também nos mostramos corteses, galanteadores na estreita medida que a situação permite, sempre deixamos claro nosso apreço não só ao bom atendimento de bar que ela presta aos frequentadores, mas também demos deixa que sua beleza também é muito apreciada por nós.
Na noite em questão, o que ocorre? Ela adentra o local pouco depois que chegamos, acompanhada de um séquito de belas amigas, como se naquela noite ela fosse uma simples frequentadora, o que ela de fato era: noite de folga, resolveu desfilar pela penumbra do antro para beber, dançar, espairecer e nada mais! Claro que  fizemos o possível para nos fazermos notar por elas; e claro que mais uma vez subestimamos os desejos, a decisão e a coragem femininas! Elas nos notaram antes que  nós sequer as avaliarmos com alguma atenção, assim não transcorreu muito tempo até que um pequeno e divertido incidente ocorresse na pista, incidente que não passou de um engraçado mal-entendido que terminou bem para este escriba, evento que em breve será aqui relatado. E quanto ao amigo canalha? Bem, devido ao citado pequeno incidente, ele teve chance de travar um contato mais próximo com a moça, a linda bartender. Segundo seu relato, ela mostrou-se uma garota que não está à procura de relacionamento 'sério' 'estável' - sinto urticárias somente por digitar esses termos! - mas que também não lhe interessa 'sacanear' ninguém, nem ser sacaneada.' A conversa, segundo o protagonista, corria muito bem, mas ele não se conteve, foi-lhe impossível mentir descaradamente para tão bela e adorável moça, mesmo que o desejo e a possibilidade de desfrutar da companhia e beijos - e quem sabe mais o quê, ao fim da noite - fossem imensos: ele revelou, em um acesso de sinceridade extrema, que é.... casado. 
O interesse da moça por ele não morreu ou murchou, apenas recolheu-se. Ela lamentou bastante a situação e retornou ao grupo de amigas; de uma delas, mais tarde, eu soube que 'seu amigo estava com minha amiga no papo, ela ficou frustrada mas ao mesmo tempo contente com a honestidade dele. Uma pena!'
Alguns dias depois, repassando os acontecimentos dessa noite por telefone, ele fez uma observação para lá de espirituosa: 
"Pois é, bicho, ao mesmo tempo que a beleza e jeitinho da menina me encantaram, me fizeram ser sincero ao extremo. Banquei o cavalheiro totalmente certinho e correto. Tive um acesso de paladinismo noturno!"
Rimos muito por causa do termo que ele forjou, muito sagaz e preciso, e ele recomendou que o episódio fosse eternizado neste compêndio de cafajestice e patetices noturnas;assim, aí está.

Saudações canalhas e cafajestes, um 2017 repleto de putarias, aventuras, noitadas, bebidas, canalhices e hedonismo a todos os leitores deste blog.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - LXVI

"Eu faria uma degustação dela ou com ela - ambas, de preferência - com todo gosto!"

Observação feita por um amigo de longa data, que infelizmente até hoje pouco contribuiu para esta tranqueira, mas aos poucos está sanando essa falta; importante informar que o sujeito é um cafajeste do mais extremado e refinado grau, deixa este pobre escriba comendo poeira!    
O caro leitor, porém, só degustará a canalhice da frase se esta receber a devida contextualização, então vamos lá:
Este meu amigo canalha é jornalista e recentemente decidiu se especializar em produzir conteúdo sobre um ramo de atividade econômica, social, cultural e também, digamos, pré-sexual(calma que vocês entenderão) que muito cresce neste país varonil: bebidas alcoólicas especiais, bem produzidas e bem servidas. 
Para se aprofundar no tema, dominá-lo e assim escrever a respeito com propriedade, estava e está frequentando um curso de sommelier após o outro: vinhos, cerveja, cachaça,  coquetelaria, o diabo a quatro. Pois bem, contou-me ele que ao final do curso de sommelier de cachaça, todos os alunos, como última atividade obrigatória para aprovação, deveriam criar um drinque com cachaça, servido aos demais e por eles degustado e avaliado. 
Após essa aula final, todos aprovados e diplomados, fizeram o óbvio e lógico: foram ao bar mais próximo 'bebemorar' e confraternizar.  Havia mulheres no grupo, claro, e ainda segundo ele uma das moçoilas, nessa noite especial, trajava uma vestimenta que lhe revelou encantos insuspeitos até então. Em termos mais diretos, mais 'cafas': apareceu para a última aula enfiada numa minissaia curta e justa e numa blusinha que descortinaram-na gostosíssima. A maioria dos homens presentes esticou os olhos e se mostrou mais gentil que o habitual. (Ele, meu amigo, tirou uma foto da dama em questão, enquanto ela preparava o drinque e a mostrou a mim. Merecedora de toda a atenção e galanteios, garanto). 
Ao final da noitada, meu amigo se dirigia ao estacionamento, com outros dois colegas de curso, para apanharem seus carros. A conversa tinha como centro, margem e meio a coleguinha deliciosa. Eis que ele recebe a iluminação noturna dos canalhas e dispara a pérola acima, que felizmente registrou na memória para transmiti-la a este escriba. Creio estar claro o significado da frase (porca e canalha pacas, para nosso orgulho!), e mais que dado o significado de qualificar consumo de bebidas como atividade pré-sexual.

Saudações canalhas e cafajestes  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

E as portas se cerram: reflexão barata e alcoolizada sobre o fim de casas noturnas de rock




Nas últimas semanas, nada menos que três casas noturnas de rock de São Paulo (senão exclusivas,  voltadas principalmente ao gênero) desceram - ou descerão em breve - suas portas em definitivo: O Matrix, velho de guerra, lendário e para lá de decadente, da  Vila Madalena; o Inferno Club, da Rua Augusta; e o Rockerama, ponto rockabilly do Bexiga.
Frequentei os três locais, em épocas distintas da minha porca e patética vida; vivi muitos bons, inumeráveis ótimos e alguns péssimos momentos no primeiro dos citados (tenho uma coleção de ótimas memórias sobre as noites passadas na sua apertada pista de dança), poucos bons e alguns desagradáveis acontecimentos no segundo - o qual adentrei não mais que umas cinco ocasiões, se tanto! - e apenas ótimas noites no último. Lamentei o fim deles? Ao saber da notícia, apenas o fechamento do Rockerama me aborreceu, mas ao discutir o assunto com um amigo, membro de um dos grupos que se apresentava regularmente na casa, ele me deu várias informações interessantes sobre o desfecho do ponto e soube que não havia nada a lamentar e que o bem decorado e alegre ponto de culto ao rock´n´roll dos anos 50 pertence, com todas as honras - sim, isso é uma ironia - ao rol das outras duas casas noturnas citadas e que não devemos prantear o fim delas, e sim torcer para que sejam substituídas por pontos roqueiros mais bem pensados e dirigidos. Ou, como postei em uma postagem datada de quase três anos: as coisas nesse universo, a vida noturna de São Paulo inclusa, morrem, se transformam e renascem, mesmo o que parece perene e eterno, em um dado instante no fluxo dos eons, felizmente, desaparece e dá lugar ao novo.

Saudações canalhas, cafajestes e posando de filosóficas 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - LXV

"Pô, sou sua namorada, não sua amiga com quem você trepa. Me dá atenção!"

Frase que uma grande amiga, ex-caso, ex-rolo, e sempre companheira de noitadas, teve de disparar para cima de seu atual namorado, após ele passar mais de uma hora na frente de uma tela, com ela ao lado esperando pelas graças dele. Bela frase, que muitos de nós homens, por vezes, merecemos ouvir.   

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Penultimate saturday night feeling Ou: instantâneo e reflexão sobre episódio noturno


Ao assistir, no penúltimo sábado, uma conhecida e colega de beberagens noturnas ser abordada e galanteada - de modo sutil e educado, cumpre registrar - por uma dessas sapatas, uma dessas lésbicas machonas, no antro roqueiro em que nos encontravámos - lésbica machona, que também devo registrar, era sociável,  tendo inclusive entabulado uma conversa agradável também com este escriba - pensei de imediato no título dessa canção do grande Rauzilto e fiz uma reformulação silenciosa, enquanto observava e me divertia com o desconforto de minha conhecida por receber a atenção de um tipo de pessoa que não a atrai de modo algum: sim, "nunca se vence uma guerra lutando sozinho", mas algumas batalhas, das guerras que compõem a vida, são e devem ser travadas e perdidas sozinho, ha ha ha!!!, pois " é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro."

Saudações canalhas e cafajestes