Noites Cafajestes à venda

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Um verdadeiro guia de comportamento e sabedoria canalhas e cafajestes por R$6,00.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Some recent amazing nights feeling



Soa a filosofia barata de botequim, papo de pseudo pensador rebelde meio inculto, a adulto de meia idade posando de adolescente ainda cheio de energia. É tudo isso e muito mais, é celebrar a vida enquanto ela ainda é banhada por energia, celebrar as noites e tudo que trazem a nós, que as vivemos de modo inconsequente, como deve ser. E segue a letra desta obra-prima, pois este escriba está alcoolizado e inspirado:


No Surrender

You know that life isn't set
I lead the pack I ain't no pretender
You give as good as you get
We live and die cause there's no surrender
Chasing a dream as I go higher
Playing it mean, my heart's on fire
Living my life, ain't no pretender
Ready to fight with no surrender
You know the way that I feel
If you're with me you better hold on tighter
I'm only keeping it real
That's who I am, I'm just a non-stop fighter
Chasing a dream as I go higher
Playing it mean, my heart's on fire
Living my life, ain't no pretender
Ready to fight with no surrender
Run out of road
The end of the days
Not for the weak
Only the brave
Chasing a dream as I go higher
Playing it mean, my heart's on fire
Living my life, ain't no pretender
Ready to fight with no surrender
I'm chasing a dream as I go higher
I'm playing it mean, my heart's on fire
I'm living my life, ain't no pretender
Ready to fight with no surrender

terça-feira, 8 de maio de 2018

Em uma tarde chuvosa e tristonha de domingo, o telefone toca(não, esta não é uma história romântica e feliz)


Os caros leitores lembram-se de um amigo deste escriba divorciado, pai de dois filhos, que protagonizou algumas postagens desta tranqueira? O  homem por volta dos quarenta anos que tenta equilibrar os papéis de pai dedicado e sujeito com direito a ter uma vida amorosa pós-divórcio? Lembram-se dele, caros leitores? Lembram-se que ele, quase sempre e invariavelmente, se dava mal em suas infindáveis tentativas de manter esses dois aspectos de sua vida em equilíbrio? Pois então, acompanhem a última desventura vivida por ele, a qual, segundo o próprio, o levará a rever e mudar certas práticas de sua vida pouco afortunada...
Domingo, bem no início da tarde, uma tarde cinzenta, chuvosa e tristonha, aliás. Estava o protagonista desta postagem na casa de sua atual, hã, acompanhante, parceira, chamem como quiser, pois ele, devido às inúmeras porradas que tomou nos últimos anos, resiste imenso a chamar as mulheres com quem se relaciona de namoradas. Podemos condená-lo por isso?
Não bastasse sua atual acompanhante não se empolgar em acompanhá-lo ao almoço de aniversário da esposa de um grande amigo dele, amigo de muitos e muitos anos, eis que seu celular toca e um de seus filhos não perde um segundo para questioná-lo se ele se esqueceu que havia um evento obrigatório e sensacional promovido pela escola em que ambos estudavam, evento que claro, ele tinha se esquecido e que se desenrolava naquela exata tarde. E claro que o filho disparou as chantagens emocionais que os filhos, principalmente os filhos de um pai que cometeu o crime de se separar da querida mamãe das crianças, sempre disparam. Tudo ficou escuro na frente do sujeito, que viu-se em um entrevero sem solução. Atordoado, balbuciou  algumas palavras perdidas e inseguras, que fizeram o filho, também atordoado, supor que o pai não compareceria, e reagir simplesmente se despedindo com palavras secas e desligando o aparelho para espanto de seu progenitor.
Os leitores são capazes de imaginar o desalento que dominou o sujeito? Eu também não.
Após uma rápida conversa com sua companhia, que se mostrou a um só tempo compreensiva e aliviada e anunciou que não o acompanharia em sua jornada, ele ligou para o telefone da adorável mamãe de seus filhos, que como sempre o tratou como uma fusão de imbecil que cai em qualquer lorota e canalha desprezível  e afirmou que os dois filhos estavam tristes, pois em uma festa com a presença de mais de cem crianças e adolescentes eles seriam os únicos sem papai presente. Meu amigo respirou fundo, acalmou-se, não invocou os poderes dos maiores ferozes demônios do inferno para castigá-la (bem, ele não faria isso de modo algum, pois como eu é um ser racional e ateu convicto), pediu o endereço do evento imperdível e saiu em uma louca jornada cidade afora. Saiu dos extremos da zona oeste, depois do campus da USP, atravessou a cidade coberta de garoa para alcançar um ponto da zona sul não distante do Jardim Zoológico, e adentrou o salão de festas de um clube de bairro de classe média decadente e posuda, onde acontecia a tal festa para angariar fundos para a festa de formatura da escola. Após receber os abraços e atenção de suas crias, circular com eles para lá e para cá, pagou (caro) pela comida que era servida e esperou. E esperou. E esperou pela refeição, que nunca surgia. E o escoar do tempo lembrava, inclemente, que era esperado em outro evento, nos calcanhares-de-judas da zona norte. Assim, ele não vê outra solução e cobra a refeição pela qual pagou, há quase uma hora, para os voluntários que trabalham no tal evento. Nesse momento ele descobre que a adorável mamãe de seus filhos trabalha na cozinha como voluntária, controlando a preparação dos pedidos que chegam...Logo a comida é posta diante dele, que não consegue reprimir sua imaginação, especula o que colocaram naquela mistura. Nesse  instante ele cogita se iniciar na arte do jejum voluntário, mas diante dos olhares de seus filhos, ansiosos por ele prestigiar a festança, ataca o conteúdo do prato com furor e logo após parte o mais rápido possível para os extremos do norte da cidade, cidade que continua toda coberta por uma capa de cinza, garoa e pasmaceira.
Após enfrentar hordas de domingueiros desastrados e selvagens no trânsito, alcançou os estertores de uma das mais longas avenidas da zona norte, já nos arrabaldes da serra que domina essa região de São Paulo. Procura, procura, nada do prédio descrito por seus amigos como local da comemoração. Irritado e cansado, telefona para os anfitriões e descobre que está na extremidade errada da avenida, o local da festa situa-se no primeiro quarteirão desta, a mais de dois quilômetros de distância!
Mas uma vez lá, um pouco de merecido repouso e alívio: encontra-se entre amigos de muitos anos, ninguém nesse grupo julga ou condena os demais, todos são compreensivos, fraternais; a bebida corre solta e meu amigo manda o juízo às favas e trata de se embebedar, ou quase isso; a comida é farta, saborosa - e confiável. Após quase duas horas  de pura alegria, seu telefone celular toca mais uma vez. É sua atual companhia feminina, que com a voz lânguida e irresistível que só as mulheres possuem, pergunta se ele ainda vai se demorar por lá, pois já está 'com saudades dele, rolando na cama...' E lá se vai o intrépido desbravador dessa miscelânea de horror, tédio e mentiras que é a vida adulta mais uma vez rumo aos fundos da zona oeste, assim completando sua saga dominical São Paulo afora.
Encerro esta postagem com o comentário espirituoso com que meu amigo terminou a narração de sua aventura: "Cara, me senti uma daquelas aves - gansos, patos - que são mostrados nesses documentários de vida animal, que migram milhares de quilômetros, em bando. Me senti como um deles, que se perdeu dos outros e ficou para lá e para cá, como um idiota, debaixo de neve e chuva, atrás do grupo!"

Nada mais a acrescentar,

Saudações canalhas e cafajestes



segunda-feira, 30 de abril de 2018

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - LXXXII

"A noite só acaba quando você fecha a porta de sua casa para dormir."

Frase dita pelo velho amigo e colaborador mor desta tranqueira, ao testemunhar um fim de noitada deste escriba, que foi presenteado no fim da madrugada, após horas de infelicidades, com nada menos que duas belas surpresas.
Sim, já houve outras postagens desta série interna com conteúdo muito semelhante, mas sejam humanos e compreensivos com os canalhas, caros leitores: as duas referidas surpresas foram tão inesperadas e agradáveis que sua breve mas muito prazerosa passagem pela vida deste sujeitinho merece ser aqui registrada.

Saudações canalhas e cafajestes 

terça-feira, 17 de abril de 2018

O deus dos canalhas, conquistadores baratos, cafajestes, conversinhas



Como os deuses principais, os senhores da maioria dos panteões de divindades indo-européias(deuses hindus, gregos, romanos, eslavos, etc), ele é mulherengo e conquistador insaciável; mas nenhum deles se equipara ao senhor de Asgard em termos de tramoias mirabolantes para seduzir mulheres mortais, semideusas e outras criaturas do sexo feminino. A lábia desse senhor, sua capacidade de engabelar a mais esperta e desconfiada das mulheres com belas palavras, é incomparável. Para confirmar, procurem ler a história de como ele se apropriou do hidromel da poesia e a partir de então, sempre que precisarem de inspiração para conquistar os favores de uma dama, erga seu copo de bebida, irmão canalha, e brade a plenos pulmões:
"Odin blessadur!"

P. S. :essa postagem foi inspirada por uma prazerosa noite de sábado recente, em que fui convidado a jantar, beber e outras coisas mais, por uma dama muito especial. Lá estávamos em sua casa, vinho fluindo docemente. Conversa vai, conversa vem (um papo ao mesmo tempo muito descontraído e erudito, coisa que só  mulheres especiais como essa são capazes de engendrar, conduzir e manter), narrei a ela o referido episódio acima e ela saiu-se com essa: Odin, então, é o deus padroeiro dos canalhas e conversinhas como você!

O que este pobre sujeito poderia fazer além de disparar um olhar e um sorriso sacanas e beijar a bela moça?

Saudações canalhas e cafajestes

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como certos homens podem ser (são) escrotos

Este escriba se encontrava em seu bar favorito da Rua Angústia e de todo o Centro de São Paulo, para lá rumou com um de seus mais habituais parceiros de cafajestadas e um dos principais colaboradores desta tranqueira. A noite estava divertida e promissora: local cheio, várias possibilidades se apresentavam, vários amigos e conhecidos(alguns amigos de longa data, que não via há tempos), lá estavam, todos nós ali reunidos por um muito bem-vindo acaso. Uma ótima dupla  - já conhecidos nossos de várias outras noites - se apresentava nos fundos do bar, um guitarrista de muito talento, verdadeira discoteca ambulante do rock e do blues, e uma garota que detona nos vocais rasgados e emocionantes. 
A noite avançava, as músicas se sucediam, garrafas e mais garrafas eram esvaziadas, olhares entre homens e mulheres eram trocados, por vezes algumas palavras também, como um momento constrangedor em que uma bela loira há alguns metros de distância de nossa mesa apontou para mim, sorriu e fez sinal para me aproximar, para espanto meu... e do cara que a acompanhava e a tinha enlaçada pela cintura. Me aproximei, desconfiado e a moça desandou a falar, as palavras meio pastosas por causa da muita bebida que já tinha consumido, perguntando como eu estava, se tinha curtido o nosso último 'rolê no cemitério' (!!!), como se fôssemos velhos conhecidos. Eu e seu acompanhante nos encaramos, perplexos; me expliquei e me desvencilhei da criatura o mais rápido possível, ao deixar claro que não a conhecia.
Bem, finda a narrativa paralela, de volta à principal. 
A cantora era uma das garotas que estava em nossa grande roda de pessoas. Em um dos intervalos da cantoria anunciou, entre olhares para a porta e idas rápidas à calçada, que estava preocupada, pois uma amiga anunciara que estava chegando há mais de hora e como seria fraca para a bebida e dada a exageros, ela estava bastante aflita com o estado e paradeiro da amiga.
Pois eis que a mocinha surge em meio ao turbilhão de gente da noite de sexta-feira, bêbada, claro. Nossa amiga não demorou a mantê-la perto de si e tentar cuidar dela. Mas a  escrotice masculina nunca descansa, caros leitores. Ocorre que esse bar em questão, por ser um dos melhores e mais populares de toda a Rua Angústia, atrai todo tipo possível do bestiário que é a atual humanidade, incluindo idiotas, burros incuráveis e seres desprezíveis de todo tipo. E um deles revelou toda a magnificência de sua baixeza  nessa noite, um tipo que por sempre estar por lá é conhecido de toda a nata dos frequentadores do bar, ele sempre procura estar próximo da 'elite' do lugar, na qual me incluo(quem afirmou eu ser da elite do bar foi o dono do estabelecimento). Esse sujeito nunca enverga roupas exatamente novas ou limpas, sempre, sempre está de bermuda e tênis, sua pele aparenta estar eternamente coberta de suor, sua má forma física é evidente; em suma, um cara seboso, meio repelente e que exala, no olhar e modos, uma carência sexual tremenda, o popular 'não come ninguém faz muito tempo'.
Então, adivinhem o que ele fez, ao se achegar a nossa turma e ver o estado da menina embriagada? Aproveitou um momento em que ela era deixada pela nossa amiga vocalista, que voltou ao palquinho para um novo set da apresentação, e, como já conhecia a desafortunada garota, se aproximou todo calmo e solícito, primeiro fingindo genuínas atenção e preocupação, mas logo descambando para tentativas débeis e infantis de conseguir um contato, digamos, mais próximo e íntimo. A moça se defendia da melhor forma que podia, bastante incomodada, mas a cena não durou muito, por uma simples razão, caros leitores: todos nós homens já fomos baixos e babacas algumas ou várias vezes, mas certos comportamentos, para vários de nós são inaceitáveis, não são babaquices juvenis, são falta de caráter e civilidade pura, não os praticamos e não ficamos calados ou imóveis ao ver tais coisas: eu e meu amigo logo nos metemos na coisa, apanhei uma garrafa de água,  empurramos a menina para a porta sob o pretexto de ela respirar ar mais fresco e se hidratar. E o escrotinho tentando segui-la, meio trôpego,com um olhar que misturava expressão de animal no cio com criança inconformada por ter seu brinquedo tirado dela.      
Pouco depois, a amiga cantora junta-se a nós e a leva de volta ao interior do bar, onde o sujeito tenta retomar as investidas!!! A amiga-cantora a leva para outro canto e tenta fazê-la descansar um pouco, o escroto ao lado. Mais um de meus amigo presencia a cena, junta-se a nós e então os três se aproximamos do tipinho e sem meias palavras avisamos que se ele não parasse com aquilo, 'a coisa pesaria para ele'. 
O fim da história? Bem, caros leitores, eu logo depois tive de me retirar, devido a compromissos com horário certo no dia seguinte, que não tardava a surgir no céu poluído e cortado por prédios do Centro. Meus amigos permaneceram mais um tanto, mas o escrotinho seboso desapareceu em um instante sem deixar rastro, como rato de esgoto que é.    
Esse longo e admito meio cansativo relato foi urdido apenas para demonstrar, caros leitores, que nem todo homem é um ser vil e desprezível pronto a se aproveitar, da forma mais baixa possível, de uma mulher. Muitos de nós também sabemos ser e somos decentes e honrados com as mulheres, principalmente as que precisam de ajuda, nos labirintos feéricos da noite.

Saudações canalhas e cafajestes 

sexta-feira, 30 de março de 2018

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - LXXXI - Pensamento chauvinista, considerem-se avisados!

"Mulheres jogarem charme, fazerem caras e bocas para atrair a atenção de nós homens e depois, quando chegamos junto, se fingirem de virgens inocentes ou de desentendidas, isso existe desde sempre e aprendemos bem rápido a lidar com isso. Agora, com essa ascensão do tal 'empoderamento feminino', as sem-noção e pirralhas que aprenderam 'feminismo' na internet e tipinhas do gênero fazendo e acontecendo, isso se tornou epidêmico, em toda noitada ou rolê essas criaturas tomaram conta, parece que isso se tornou uma espécie de vingancinha delas (oh!) contra nós homens escrotos.

O colaborador-mor desta tranqueira, exibindo sua sabedoria e perspicápia.